7 livros da Chimamanda Ngozi para ler em 2021

A famosa autora nigeriana!

Livros Chimamanda Ngozi

Chimamanda Ngozi Adichie é uma daquelas autoras que ao começar a ser lida, sempre voltaremos. Com ela, aprendi algo muito valioso, que parece óbvio, mas não é tanto assim: o quão danoso pode ser acreditar só em um ponto de vista de alguma história. E além desse ensinamento, os livros de Chimamanda carregam muitos outros.

Listamos abaixo as suas obras que possuem versão em português, e seja qual for a que você escolher começar, com certeza vai se encantar pela leitura -, após isso, veja também mais livros de autores negros.

A seguir você confere:

  1. Sobre a autora
  2. Melhores livros de Chimamanda Ngozi
  3. Frases de Chimamanda Ngozi

Conheça as principais obras da autora, e saiba também mais sobre sua vida!

1. Quem é Chimamanda Ngozi?

Nascida em 15 de setembro de 1977, na Nigéria, Chimamanda Ngozi Adichi é conhecida como a autora nigeriana que foi traduzida para mais de 30 idiomas.

Depois de estudar medicina por um tempo em Nsukka, em 1997, partiu para os Estados Unidos, onde estudou comunicação e ciência política na Eastern Connecticut State University (2001).

Dividindo seu tempo entre a Nigéria e os Estados Unidos, ela fez mestrado em escrita criativa pela Universidade Johns Hopkins e estudou história africana na Universidade de Yale.

Aos 26 publicou seu primeiro romance, “Hibisco Roxo”. O segundo foi “Meio Sol Amarelo”. Por ambos a escritora recebeu reconhecimento internacional e múltiplos prêmios.

Mas foi por “Americanah” que ela ganhou o mais prestigioso — o National Book Critics Circle Award, em 2013.

2. Resenhas dos melhores livros de Chimamanda Ngozi

Abaixo constam 7 obras que podem ser compradas no Brasil e possuem versão para o Kindle, que é o melhor leitor de ebook atual; conheça!

1º – Hibisco roxo

  • Média de páginas: 320
  • Data da primeira publicação: outubro de 2003

A narradora e protagonista Kambili, uma adolescente nigeriana, mostra como a religiosidade extremista católica do pai, que é um importante empresário do país, afeta o seu cotidiano e o da família.

Eugene é um homem extremamente controlador e cego pela religiosidade e pela cultura branca europeia, que o faz odiar os costumes “pagãos” da religiosidade e cultura negra.

Em meio a toda essa repressão, Kambili faz descobertas sobre a vida, as relações culturais e as relações humanas.

Uma narrativa que mostra como a exploração branca e eurocêntrica sobre a África criou uma problemática de não pertencimento nas sociedades oprimidas e que fala sobre violência, opressão e distanciamento de pessoas as suas próprias raízes culturais.

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Mais resenhas sobre Hibisco roxo:

  • “Foi o primeiro Livro que li da Chimamanda, me surpreendeu bastante, superou todas minhas expectativas. O romance de Chimamanda conta a história de uma família muito rica e religiosa que mora na Nigéria e aparenta ser o que não é, nem mesmo de longe, demonstrando ser uma família amorosa e perfeita aos olhos do povo, porém esconde os horrores vividos pela mãe e seus filhos nas mãos do pai Eugene. Uma trama que engloba o fanatismo, a intolerância religiosa, feminismo e violência doméstica. Um livro incrível.”
  • “É um livro cheio de emoções diferentes, que muitas vezes aparecem ao mesmo tempo. O pano de fundo do livro fala sobre as questões políticas na Nigéria. Ao mesmo tempo em que aborda a violência de um pai doente, também mostra o lirismo do cotidiano das pessoas simples. Uma história revoltante, pois mostra uma realidade dura e injusta, sendo impossível não se pôr na situação vivenciada pelos personagens.”
  • “Leitura agradável! A autora oferece uma excelente obra de introdução, muito bem escrita e atenta aos detalhes!”
  • “Sem dúvida, um dos melhores livros que li esse ano, apesar de toda a brutalidade e dor. Pois ele mostra o que o fanatismo religioso faz com a sua vida e como podemos lutar e sermos felizes mesmo em meio a tanta opressão e adversidade.”

2º – Americanah

  • Média de páginas: 520
  • Data da primeira publicação: abril de 2013

Americanah conta a história de Ifemelu e transita por diferentes épocas e lugares – começando nos anos 1990, com a protagonista ainda adolescente, na Nigéria.

Por conta das frequentes paralisações nas universidades nigerianas, Ifemelu decide ir para os Estados Unidos.

E lá, ela conhece muito mais do que um país diferente: Ifemelu descobre uma outra versão de si mesma, em meio aos desafios de ser mulher, negra e imigrante no Novo Mundo.

O livro além de muito bem escrito, é imprescindível para qualquer um que deseja entender, de forma leve e básica, como funcionam algumas questões de raça.

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Mais resenhas sobre Americanah:

  • “Americanah foi um dos melhores livros que li esse ano. Com certeza é meu preferido da Chimamanda! Fiquei presa à leitura, sem saber se avançava e descobria a história, ou se poupava as páginas para evitar o inevitável fim. Esse livro me envolveu de um jeito muito especial e fiquei muito grata por ter aprendido tanto sobre racismo. Muitos dos apontamentos feitos pela personagem principal se aplicam completamente ao Brasil! Enfim, vale muito a pena ler Americanah!”
  • “Estou fascinada com a genialidade de Chimamanda, este é o segundo livro que leio dela e não tem como comparar, são obras ímpares: ‘Hibisco roxo’ e ‘Americanah’.”
  • “Através de um romance bonito (e atual) a autora nos leva para um Nigéria contemporânea, nos traz questões sobre gênero e raça nos Estados Unidos e em seu país de origem. É uma bela obra. Merece todos o aplauso da crítica. E como escreve de maneira leve e ao mesmo tempo intensa. Adorei.”
  • “A protagonista vive parte sua juventude na Nigéria, parte nos Estados Unidos. As descrições são inteligentes e críticas. Há questoes inimagináveis que nos fazem refletir sobre a mulher, o negro, o imigrante. Adorei.”
  • “Com uma escrita limpa, a autora nos transporta para essa época, com absoluta clareza. Leitura recomendada para quem quer ter o real conhecimento desta distorção humana.”

3º – No seu pescoço

  • Média de páginas: 300
  • Data da primeira publicação: abril de 2009

Publicado em inglês em 2009, em No seu pescoço encontramos a sensibilidade da autora voltada para a temática da imigração, da desigualdade racial, dos conflitos religiosos e das relações familiares.

Combinando técnicas da narrativa convencional com experimentalismo, como no conto que dá nome ao livro — escrito em segunda pessoa —, Chimamanda parte da perspectiva do indivíduo para atingir o universal que há em cada um de nós e, com isso, proporciona a seus leitores a experiência da empatia, bem escassa em nossos tempos.

O livro é bem escrito, fluente, muito bom.

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Mais resenhas sobre No seu pescoço:

  • “Meu primeiro contato com a obra de Chimamanda, e posso dizer que foi uma experiência incrível a leitura de No Seu Pescoço. Chimamanda tem sensibilidade para escrever sobre seu povo na Nigéria e histórias de imigrantes nigerianos que fizeram a vida nos Estados Unidos, tema tão caro à própria escritora!”
  • “Esse livro é SUPER cativante! Realmente foi uma das melhores leituras que tive recentemente. Os contos são super envolventes, te fazem querer ler só mais um, e quando perceber, já leu 5! Amei, adorei, achei tudo!”
  • “Como em todo livro de contos, alguns são maravilhosos e outros outros meio sonolentos, mas ainda assim vale – muito – a leitura.”
  • “Essa foi a primeira leitura que fiz da obra da autora e com certeza me marcou muito. Cada história, cada personagem ficou ressoando em minha mente bastante tempo após o fim da leitura. Em especial o último conto, “A Historiadora Obstinada”, a sensação que deixou foi principalmente de reencontro, reconexão… Espero poder ler em breve mais livros da autora.”

4º – Para educar crianças feministas

  • Média de páginas: 96
  • Data da primeira publicação: março de 2017

Escrito no formato de uma carta de Chimamanda a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, o livro traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães.

Recomendo muito a obra para pessoas com filhos, sem filhos, que pretendem ter, ou que não pretendem ter. Vale muito a pena para todo mundo.

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Mais resenhas sobre Para educar crianças feministas:

  • “Livro ótimo para se ler nesses tempos de intolerância. Como bem definido pela escritora, devemos tomar muito cuidado em não universalizar nossos critérios ou experiências pessoais. Essas percepções podem ser válidas para nós, mas não quer dizer que valem para as outras pessoas. “A diferença é normal” – Chimamanda Ngozi.”
  • “Os textos da Chimamanda são um presente para homens e mulheres que precisam abrir a mente para o desconhecido, para enxergar e reconhecer que podemos aprender a desaprender o que nos foi imposto como correto no tratamento de gênero, a quebrar paradigmas, desconstruir padrões de tratamento para homens e mulheres e nos reconhecer – todos – como iguais e não superiores e passar tudo isso adiante ao futuro, para as próximas gerações.”
  • “É um livro curto, de leitura rápida e compreensão fácil, e eu acredito que pode servir de orientação (não regra) para pessoas que queiram criar e educar crianças mais livres.”
  • “Recebi a indicação de ler este livro por meio de uma professora de Língua Portuguesa. Confesso que relutei um pouco antes de ler, em razão da causa que a autora já deixa bem explícita no título. Mas a curiosidade me venceu. No decorrer da leitura me surpreendi de forma positiva com a narrativa da autora. É um livro realmente incrível no qual a autora de forma objetiva e humorada em certas ocasiões, consegue defender delicadamente seu ponto de vista e a causa feminista.”

5º – Meio sol amarelo

  • Média de páginas: 500
  • Data da primeira publicação: 2006

Meio sol amarelo conta a história de Ollana, uma moça da alta sociedade Nigeriana que se apaixona por Odenigbo, um professor universitário que se envolve na tentativa de instaurar o estado independente de Biafra.

Com eles vive também Ugwu, um menino humilde de uma aldeia que vai trabalhar para Odenigbo.

É outro livro muito bem escrito, com personagens fortes, descrições perfeitas de lugares e sensações, muita poesia e encantamento, embora a história (a real e a fictícia) seja extremamente triste.

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Mais resenhas sobre Meio sol amarelo:

  • “Para mim, o melhor livro da autora, que considero muito boa. Sou de uma geração que, quando criança, ouvia muito falar das misérias de Biafra, na África. Nunca mais soube nada sobre o país. Só entendi ao ler o livro. Tendo como tema a tentativa de independência do sul da Nigéria, a autora consegue colocar o leitor na cena, no local, no momento, vibrando com o idealismo e sofrendo com as dificuldades dos que sofreram as represálias. Personagens muito interessantes e marcantes.”
  • “Terminei a leitura com os olhos cheios de lágrimas. O livro acaba e a gente só sabe sentir.”
  • “Sabe aquele livro que você fecha com pena de se despedir dos personagens? Assim foi com Meio Sol Amarelo.”
  • “Esse livro me marcou muito, desde as primeiras páginas ele já vem com um soco no estômago e conforme a trama vai se desenrolando você fica sempre numa mistura de impotência e angústia. Você vive os personagens, você vive a história. Mas você só vai ter noção do que realmente tudo isso representou ao pesquisar, se situe sobre o contexto histórico antes de ler o livro e aí você irá viver o que foi essa luta pela independência de Biafra.”
  • “Há romance, suspense e bastante história no romance. A autora revela os conflitos de seu país e a reação dos países centrais ao conflito emblemático do século XX – a tentativa de separar Biafra da Nigéria.”

6º – Sejamos todos feministas

  • Média de páginas: 60
  • Data da primeira publicação: julho de 2014

O livro trata de uma forma bastante interessante a questão cultural sobre o tratamento das mulheres e dos homens, levando em consideração apenas o gênero.

Como é baseado na palestra que a autora fez no TEDxEuston, é bem curto, mas deixa boas reflexões no ar.

Em um tom bem humorado Chimamanda declara “feminista feliz e africana que não odeia homens”.

Melhor preço do livro nas principais lojas do Brasil:

Mais resenhas sobre Sejamos todos feministas:

  • “É um livro que todos deveriam ler, pois trata de uma forma bastante interessante a questão cultural sobre o tratamento das mulheres e dos homens, levando em consideração apenas o gênero. Como é baseado na palestra que a autora fez no TEDxEuston, é curtinho (leva nem meia hora), mas deixa uma boa reflexão no ar: “A cultura não faz as pessoas, mas as pessoas fazem a cultura”. Ou seja, cabe a nós mudarmos o pensamento sobre o assunto e o nosso modo de agir.”
  • “Uma introdução ao feminismo, que diz respeito a todos nós. Chimamanda se consagrou como palestrante e escritora e é voz importante por tudo que ela representa. O tipo de leitura que inspira, abre portas. Desmistifica muita coisa associada ao movimento feminista e constrói a sua essência. Pode ser lido num só fôlego ou mesmo lido para outra pessoa e, assim, trazer mais gente para esse debate necessário.”
  • “Gostei do livro. Um manual rápido e cheio de exemplos que são interessantes para todos os públicos. A autora tem um traquejo muito bom para lidar com temáticas sensíveis de uma forma didática. Um livro clássico que eu recomendo para escolas inclusive.”
  • “Dá pra ler em meia-hora, é bem rapidinho mesmo. Pode ser encontrado na sessão de e-books gratuitos da Amazon e, pelo que vejo, está sempre lá entre os mais vendidos. Gostei bastante!”

7º – O perigo de uma história única

  • Média de páginas: 70
  • Data da primeira publicação: março de 2018

O perigo de uma história única também é uma versão da primeira fala feita por Chimamanda no programa TED Talk, em 2009.

De forma bem simples, a autora fala sobre o perigo de nos apegarmos a uma única narrativa, dando exemplos de sua própria trajetória.

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Mais resenhas sobre O perigo de uma história única:

  • “O perigo de uma história única, de Chimamanda Ngozie Adichie (Companhia das Letras, 2019), é a terceira palestra que a autora nigeriana ministrou para o TED Talks que acabou virando livro, tamanha a importância do assunto tratado. De forma bem simples, Chimamanda fala sobre o perigo (constante, ao qual ninguém está livre) de nos apegarmos a uma única narrativa, dando exemplos de sua própria trajetória.”
  • “Livro é uma transcrição do vídeo que circula na internet. Esse é para ter e colocar em destaque em sua casa para todo mundo ler.”
  • “O perigo de uma história única, da Chimamanda, é um livrinho pequeno, um discurso dela, daqueles maravilhosos e profundos. Ela fala sobre a história única que as pessoas têm sobre o continente africano, menciona também sobre a história única que ela tinha sobre o México, e exemplifica com diversas outras situações.”
  • “Segundo livro que eu leio da Chimamanda e só sinto ainda mais vontade de continuar conhecendo seu trabalho sempre incrível. Um perigo real, conhecer uma única história sobre algum aspecto da vida é passar pela existência de forma empobrecida. Um pequeno livro com uma imensa mensagem para abrir os olhos e chamar a atenção para uma coisa que acontece de forma bastante comum. Super recomendo a leitura!”
  • “Autora incrível. O livro é curto mas de uma importância enorme.”

3. Frases de Chimamanda Ngozi que geram questionamentos

Nos seus textos, livros, palestras e outros conteúdos, Chimamanda oferece reflexões para gerar questionamentos, inspirar uma sociedade mais igualitária, entre outras questões. Confira abaixo algumas de suas frases mais icônicas:

  • “A consequência da história única é esta: ela rouba a dignidade da nossa humanidade em comum. Enfatiza como somos diferentes, e não como somos parecidos.”
  • “Eu constantemente cometo o erro de pensar que algo óbvio para mim é óbvio para todo mundo.”
  • “Nunca lhe diga para fazer ou deixar de fazer alguma coisa “porque você é menina”. “Porque você é menina” nunca é razão para nada. Jamais.”
  • “Eu acho que você viaja para buscar algo e você volta para casa para se encontrar.”
  • “Se repetimos uma coisa várias vezes, ela se torna normal. Se vemos uma coisa com frequência, ela se torna normal.”
  • “E se criássemos nossas crianças ressaltando seus talentos, e não seu gênero? E se focássemos em seus interesses, sem considerar gênero?”

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