19 livros de autores negros para ler em 2021

Ótimas opções para incluir na lista de leitura!

Livros de Autores Negros

Uma das principais autoras negras da atualidade é a Chimamanda Ngozi, uma autora nigeriana, que fala sobre diversos assuntos e escreve maravilhosamente bem. Além dela, existem diversos outros autores que tratam sobre temas variados, indo desde livros de ficção científica a infantis; e claro, também tratam sobre racismo e desigualdade racial.

Conheça, se inspire e aprenda!

A seguir você verá:

  1. Livros sobre temas diversos
  2. Livros sobre racismo e desigualdade

Confira as dicas de obras abaixo!

1. Livros de autores negros sobre temas diversos

Abaixo foram listadas algumas obras de autores como Octavia E. Butler, Lupita Nyong’o, Gabriel Mar, entre outros. Eles tratam de diversos temas e são livros de gêneros variados.

1º – Kindred: laços de sangue (Octavia E. Butler)

  • Média de páginas: 432
  • Data da primeira publicação: 1979

Em meio às caixas de livros a serem arrumados em sua nova casa no ano de 1976, Dana se sente enjoada, cai de joelhos e a próxima coisa que se dá conta é que está ao lado de um rio onde um garotinho está se afogando.

Porém, ao salvá-lo e se ver na mira de uma espingarda, ela volta pra casa completamente encharcada e enlameada.

Quando a experiência nauseante acontece novamente, Dana se vê em 1815, um século antes do seu, em uma época perigosa – e não é apenas porque o garotinho de antes está novamente em perigo.

Esse é um livro maravilhoso de se ler, tem personagens muito bem desenvolvidos, e uma protagonista forte e decidida.

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Mais resenhas sobre Kindred: laços de sangue:

  • “Octávia nos entregou uma das obras mais importantes e relevantes da ficção científica sem ficar tentando querer ser mais culta que todos os leitores a cada página com palavras nunca faladas ou expressões indecifráveis.”
  • “É um crime que esse livro nunca tenha sido publicado no Brasil até hoje. O elemento de ficção científica do livro é a viajem no tempo, que leva a personagem principal para os sul dos EUA na época de escravidão, e como a personagem é negra ela sofre na pele o que os escravos sofriam naquela época. Fortemente recomendo esse livro que nos faz pensar.”
  • “A história é bastante criativa, narrada de forma bem simples. O trunfo da história, para mim, está em fazer uma ficção científica que envolve também questões de raça, de gênero, do passado escravagista.”
  • “Amante da ficção científica que sou achei o livro muito interessante, pois a ficção científica é tratada de uma forma muito simplória, sem envolver muitos estudos, máquinas, robôs e etc. O que acontece, acontece e ponto, não tem explicação.”

2º – Sulwe (Lupita Nyong’o)

  • Média de páginas: 48
  • Data da primeira publicação: outubro de 2019

Sulwe é um livro infantil escrito pela atriz queniano-mexicana Lupita Nyong’o, que foi a primeira atriz queniana e mexicana a ganhar um Óscar, na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.

O livro é sensacional e envolvente. Ele tem ilustrações lindas, e a história que a obra traz com certeza serve para adultos igualmente. É uma ótima opção de livro para decoração também.

A Sulwe só queria ser bonita e cheia de luz como sua mãe e sua irmã. Quando ela menos esperava, uma jornada mágica no céu da noite abriu seus olhos e fez com que tudo mudasse.

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Mais resenhas sobre Sulwe:

  • “O livro infantil mais sensacional e envolvente que já li. Com ilustrações lindas e que cabem e descrevem perfeitamente seus respectivos momentos.”
  • “Livre simples que, de tanta simplicidade, é lindo.”
  • “Livro com a arte linda , desenhos perfeitos. A representação artística das personagens com traços que fogem dos estereótipos preconceituosos.”
  • “Um dos meus livros infantis favoritos no mundo, lindo demais.”
  • “Esse livro é maravilhoso! Com uma lindeza de texto e imagens, essa história poética fala sobre a personagem e sua busca por aceitação da sua própria cor, escura como a noite. Mostra a importância de conviver com pessoas amorosas e que te valorizem como você é. A verdadeira beleza está na mente e no coração!”

3º – Fantasma: Ele corre para salvar a própria vida (Jason Reynolds)

  • Média de páginas: 208
  • Data da primeira publicação: 2016

Fantasma é um livro muito forte. A história percorre através de um ocorrido que muda totalmente a rotina de fantasma e sua mãe.

Na tentativa de fugir de tantos problemas, o garoto tem o sonho de ser jogador de basquete, mas acaba descobrindo o atletismo, graças a um peculiar treinador.

Um livro bem atual, com discussões pertinentes. O único “problema”: a história é bem curta.

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Mais resenhas sobre Fantasma: Ele corre para salvar a própria vida:

  • “Fantasma parece ser um livro light, mas consegue mexer com a sensibilidade do leitor, principalmente para aqueles que conhecem a realidade da vulnerabilidade socioeconômica de N grupos. Um livro bem atual, com discussões pertinentes.”
  • “Apesar da história acontecer com um adolescente, a moral serve para todas as idades. Fantasma parou de confiar na boa fé dos outros, depois que algo traumatizante aconteceu na vida dele. Mas devemos nos dar uma chance de voltar a ser feliz e a lutar pelos nossos objetivos.”
  • “Livro que trás de maneira leve e impactando, a triste realidade de um menino negro vítima de múltiplas violências. Super recomendo.”
  • “Comprei por indicação, um bom livro, mas bem juvenil, de fácil leitura.”
  • “A leitura é agradável, é um livro inspirador para todas as idades. Pode ser discutido com crianças dentro e fora de sala.”

4º – O fundo é apenas o começo (Neal Shusterman)

  • Média de páginas: 272
  • Data da primeira publicação: maio de 2018

Caden é um jovem de quinze anos e sua vida começa a mudar quando coisas estranhas acontecem ao seu redor.

O medo começa a fazer parte de seu dia a dia, não o abandonando em nenhum momento.

Porém, para as pessoas próximas, a única estranheza é o comportamento atual do garoto.

Caden começa a viver em dois mundos paralelos, sendo que um deles existe exclusivamente em sua mente.

O fundo é apenas o começo é um daqueles livros baseado em fatos. O autor se inspirou no próprio filho e os desenhos encontrados nas páginas foram feitos por ele. Isso torna a leitura mais intensa e interessante.

O livro é dividido em mais de 150 capítulos curtos, então é fácil de ler.

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Mais resenhas sobre O fundo é apenas o começo:

  • “Sério, esse é um daqueles livros que todo mundo devia ler. Mostra um lado extremamente sensível de doenças mentais, sem estereótipos e sem visão de doença, apenas a vivência da pessoa. Simplesmente fantástico e apaixonante!”
  • “Foi um dos livros mais diferentes que já li na vida e conseguiu me fazer perceber várias coisas que eu nunca tinha pensado antes, que nenhum outro livro fez. A escrita poética é muito gostosa de ser lida e sinceramente, eu tive um apego emocional com muitas partes dele. O que me incomodou no início foi sentir que não estava acontecendo nada na história, mas logo depois de certo acontecimento que percebi que tudo estava acontecendo gradativamente. Recomendo demais!”
  • “Foi um livro muito lento e pesado, mas valeu tanto a pena mergulhar nesse assunto e finalmente entender um pouco de como é estar nesse estado, leitura muito recomendada!”
  • “Esse livro me abriu a mente para diversas coisas envolvendo a esquizofrenia e a bipolaridade. Incrível. Pretendo ler de novo algum dia, para relembrar.”

5º – O quarto de Giovanni (James Baldwin)

  • Média de páginas: 232
  • Data da primeira publicação: 1956

O livro trata de uma relação bissexual ao acompanhar David, um jovem americano em Paris à espera de sua namorada, Hella, que por sua vez está na Espanha.

Enquanto ela pondera se deve ou não se casar com David, ele conhece Giovanni, um garçom italiano por quem se apaixona.

A escrita de James Baldwin é impressionante, o escritor tem uma clareza e sensibilidade absurda.

É um dos livros de romance mais espetaculares, que vale muito a pena ser lido.

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Mais resenhas sobre O quarto de Giovanni:

  • “A escrita de James Baldwin é impressionante, o escritor tem uma clareza e sensibilidade absurda. A história que conta nesse livro, uma bonita e profunda de amor, faz com que esse aspecto de sua literatura seja aproveitado ao máximo. Repleto de reflexões pessoais inseridas no meio da história. É um romance espetacular, que vale muito a pena ser lido.”
  • “A escrita de James Baldwin é fantástica e, saber do contexto histórico que o autor se encontrava e a forma como decidiu se posicionar para publicar o romance o torna de extrema importância.”
  • “Que livro bom! Que livro bem escrito! Aclamado como um livro de temática gay, Baldwin afirmou que “é sobre o que acontece quando se tem medo de amar alguém, o que é muito mais interessante” e eu diria que é o que o torna ainda mais especial! Leiam!”
  • “Foi a minha primeira obra do autor James baldwin, uma coisa que eu gostei muito foi a escrita que envolve bastante os sentimentos e a analogia ao quarto. O livro demonstra muito a vergonha da aceitação e o medo que David sentia a todo o momento, em como ele vai machucando as pessoas por causa desses sentimentos.”

6º – Bem-vindos à Rua Maravilha (Gabriel Mar)

  • Média de páginas: 346
  • Data da primeira publicação: 2019

Um livro nacional, cheio de representatividade, com uma história sobre o poder da arte, da amizade e do amor.

Ele conta a história de Igor, um jovem compositor que de um dia para outro vê sua vida mudada quando André Mariani, o diretor mais famoso da cena musical, resolve realizar seu sonho e transformar seu texto em um musical.

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Mais resenhas sobre Bem-vindos à Rua Maravilha:

  • “Apenas leiam, vale muito a pena. Vou voltar nas partes que me tocaram e foram várias e ficar sonhando com esse musical que é tão sensacional.”
  • “Ler esse livro foi uma experiência incrível, tanto pela narrativa, trama e personagens quanto pelo fato de eu gostar de alguns musicais. Saber como as coisas funcionam por trás das cortinas foi maravilhoso! Terminei o livro querendo ser capaz de ouvir todas as músicas de Rua Maravilha.”
  • “Esse livro é simplesmente mágico. Mas ao mesmo tempo muito realista. O principal dele são os personagens, que você só conhece definitivamente e inteiramente ao final do livro, mas não deixa de te surpreender ao ver quão real e tridimensionais eles são. Parecem pessoas que posso encontrar na rua e conversar de tão reais.”
  • “Rua Maravilha convence — menos, talvez, no romance, que poderia ter sido melhor trabalhado — e é uma leitura incrível. Indico demais!”
  • “Demorei pra começar esse livro mas percebi que agora foi o momento certo na minha vida pra ler ele. Comecei achando que seria uma coisa e foi muito mais! É uma história maravilhosa e me fez pensar em muitas coisas. Adorei ter conhecido todos esses personagens e suas histórias e jornadas. Viciada agora na música No More Tears. Esse livro e suas mensagens vão ficar guardadinhos no meu coração. Recomendo muito!”

7º – Vozes guardadas (Elisa Lucinda)

  • Média de páginas: 518
  • Data da primeira publicação: 2016

Vozes guardadas revelam amores contidos e outros obscenos, um mundo vasto de espantos, lágrimas, risos e paixões.

O livro de poemas traz um universo de Elisa Lucinda, que é, sem dúvidas, uma das grandes e importantes autoras brasileiras.

Em suas obras, conseguimos perceber sensibilidade, realidade e inteligência.

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Mais resenhas sobre Vozes guardadas:

  • “Leitura agradável, gostosa. Sempre pego pra ler quando estou cansado, quando quero relaxar. Me motiva, acalenta a alma.”
  • “Acho que nunca vou de fato terminar este livro, Vozes guardas da Elisa Lucinda é poesia para degustar como vinho, cartas para te fazer viajar e muito mais. Li e vou ler ele a vida toda, porque este livro será sempre atual, intenso, bonito, gostoso de apreciar, que ele passe por muitas mãos e abra bastante mentes.”
  • “Elisa nos leva a ter relações íntimas com as palavras. É um deleite ler cada poema, já que ela é convidativa em cada frase. O desejo do leitor é gravar cada poema para recitá-los por todos os lados.”

8º – A parábola do semeador (Octavia E. Butler)

  • Média de páginas: 432
  • Data da primeira publicação: 1993

A parábola do semeador é uma distopia sobre a luta pela sobrevivência, sobre o destino da vida humana e sobre o sagrado ato de criar laços.

Em um futuro não muito distante uma crise ambiental e econômica espalha violência pelo mundo e desperta o pior nos seres humanos.

A maior parte da população vive em completa miséria, com pouquíssima comida e água escassa. Mesmo os bairros murados não estão livres de ataques.

Em uma noite de horror e fogo, Lauren Olamina perde tudo o que tinha, restando para ela apenas um destino: se arriscar do lado de fora dos muros.

Mas sua jornada pela sobrevivência acaba a levando a algo muito maior: uma visão estonteante do destino humano… e ao nascimento de uma nova fé.

Uma das coisas que mais me cativa na história são os personagens repletos de camadas, imprevisíveis, propensos a erros, etc.

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Mais resenhas sobre A parábola do semeador:

  • “Amo ler livros escritos por Octavia E. Butler. Todos deveriam ler e pensar no que poderemos nos transformar enquanto sociedade no futuro.”
  • “É uma ficção científica futurista inteligente, incomum, verossímil e assustadora, que é importantíssima de ser lida. É o primeiro livro de uma duologia e estou ansiosa para ler o próximo!”
  • “Livraço. Leitura um pouco angustiante no contexto que estamos vivendo, mas ainda assim, genial. Octavia Butler é incrível.”
  • “Já havia lido “Kindred”, da autora, mas Octavia E. Butler nunca cansa de surpreender com uma narrativa envolvente e fluida, ao mesmo tempo que muito profunda e tocante. Ao ler “A Parábola do Semeador”, fui transportada para uma realidade de extremos de desgaste ambiental e econômico que escancararam diversas problemáticas extremamente atuais. Além disso, a edição está excelente, com a diagramação muito cuidadosa e bem feita.”

2. Livros sobre racismo

A partir desse ponto da lista, os livros tratam mais intensamente sobre racismo, preconceito, comportamentos ‘enraizados’, etc. Todos valem muito a pena para aprendermos os diferentes pontos de vista através destes autores que sabem realmente como é estar nessa posição.

1º – Como ser antirracista (Ibram X. Kendi)

  • Média de páginas: 320
  • Data da primeira publicação: 2019

Imbram X. Kendi alcançou imensa repercussão nos Estados Unidos com a publicação de “Como ser antirracista“, obra em que defende ideias contundentes sobre as raízes do racismo e as formas de enfrentá-lo.

Kendi esmiúça porque, em uma sociedade em que tão poucos se consideram racistas, as divisões e desigualdades do racismo continuam tão prevalentes, atacando os mitos de uma América pós-racial, examinando o que o racismo realmente é e o que devemos fazer a respeito dele.

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Mais resenhas sobre Como ser antirracista:

  • “Obra essencial à contemporaneidade.”
  • “Gostei muito da reflexão proposta pelo autor.”
  • “Ibram Kendi usa a própria jornada pela vida para nos mostrar por que se tornar antirracista é tanto essencial quanto difícil. Dividido igualmente entre memória, história e críticas sociais, este livro é franco, corajoso e, principalmente, libertador.”
  • “Uma explicação ousada, articulada e historicamente embasada no que exatamente ideias e pensamentos racistas são… A prosa de Kendi é ponderada, franca e refinada. Este livro é poderoso e provoca vários debates.”

2º – Compaixão: uma história de justiça e redenção (Bryan Stevenson)

  • Média de páginas: 320
  • Data da primeira publicação: maio de 2019

O livro gera reflexão sobre temas como pena de morte, viés de justiça e tantos outros, através de uma combinação de entretenimento, informação e reflexão.

Stevenson era um jovem advogado quando fundou o “Equal Justice Initiative” (Iniciativa pela Justiça Igualitária), um escritório de advocacia dedicado à defesa daqueles mais necessitados e em desespero: o pobre, o condenado erroneamente, além de mulheres e crianças reféns do sistema de justiça criminal.

Um de seus primeiros casos foi o de Walter McMillian, um jovem sentenciado à morte por um notório assassinato que insistentemente alegava não ter cometido.

Compaixão é simultaneamente a história do amadurecimento de um advogado talentoso e idealista, os dramas vividos por aqueles que ele defendeu e um argumento inspirado pela compaixão na busca da verdadeira justiça.

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Mais resenhas sobre Compaixão: uma história de justiça e redenção:

  • “Eu nunca demorei tanto pra ler um livro, pois é daqueles que você precisa de estômago para digerir a leitura, a injustiça que enfrentamos neste mundo. A escrita de Bryan é excelente, ao mesmo tempo explicativa e com termos jurídicos, ele emociona, cativa, humaniza nos fazendo compreender que se vive em um país onde o sistema judicial penal precisa ser reestruturado! Afinal o que é justo? Temos o direito de tirar a vida de alguém? O medo e a raiva são os piores sentimentos. Todos deveriam ler este livro! Uma aula sobre injustiça a racial e compaixão. Magnifico!”
  • “Que livro incrível. Que jornada. É um livro duro de ser lido porque nos arrasa muitas vezes, mas ainda assim é extremamente acessível e necessário. Uma aula transformadora.”
  • “Excelente livro. Uma prova do quanto um advogado criminalista íntegro e comprometido com a defesa pode fazer a diferença na vida de uma pessoa.”

3º – O olho mais azul (Toni Morrison)

  • Média de páginas: 224
  • Data da primeira publicação: 1970

Considerado um dos livros mais impactantes de Toni Morrison, o primeiro romance da autora conta a história de Pecola Breedlove, uma menina negra que sonha com uma beleza diferente da sua.

Excelente, personagens bem construídos, narrativa envolvente e temática essencial.

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Mais resenhas sobre O olho mais azul:

  • “Não há, em nenhuma outra literatura, um livro que traz tantas dores e inocências. É no sentido de sair da sua zona de conforto para refletir e reconhecer a violência intersectada de raça, gênero e classe. Este livro é DESCONFORTÁVEL. Mas ao mesmo tempo lindo, gritante em meio ao silêncio de vozes que não são ouvidas e sensibilidade levadas a um nível intenso do que é SENTIR. Inigualável!”
  • “Esse livro retrata uma realidade crua para pessoas pretas. O racismo, a forma como os pretos se viam e eram vistos pelos outros, o que pensavam e o que julgavam ser a forma de agir… Nessa leitura, nós acompanhamos a Pecola, e essa criança sofre tanto que é desolador ler a história dela. É um livro que te faz refletir e te traz tristezas também, além disso, é válido avisar que há gatilhos e a leitura é sensível, principalmente para quem sente na pele toda a crueldade retratada aqui.”
  • “Que livro forte, cru, necessário e infelizmente ainda muito atual.”
  • “O olho mais azul conta a estória de uma menina de 11 anos traumatizada pela pobreza, violência social e doméstica. O tema predominante é o racismo, beleza e desigualdade social.”

4º – Mulher, raça e classe (Angela Davis)

  • Média de páginas: 248
  • Data da primeira publicação: 1981

Trata-se de um livro no qual a autora vai contando, em ordem cronológica, a saga do povo negro estadunidenses em sua luta pelo direito ao voto e contra a segregação racial.

Primordial para o entendimento profundo das desigualdades raciais e sociais, abordando diversos assuntos que tangem inúmeras opressões.

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Mais resenhas sobre Mulher, raça e classe:

  • “Que aula, esse livro é muito necessário, e deve ser lido por todos. Questões que infelizmente ainda devem ser debatidas e levantadas. Angela é demais!”
  • “Angela Davis faz um panorama geral da história estadunidense com um recorte específico nas mulheres e pessoas negras. É uma leitura pesada, mas essencial na formação política (apesar de ser voltado apenas para a história dos EUA).”
  • “Uma leitura extremamente necessária, as palavras de Angela Davis são atemporais e dizem muito sobre o Brasil, mesmo se tratando de relatos reais dos EUA.”
  • “Ângela aborda questões históricas com muita informação e leveza. A leitura flui e é de total importância.”

5º – Americanah (Chimamanda Ngozi Adichie)

  • Média de páginas: 520
  • Data da primeira publicação: abril de 2013

No livro, a personagem principal somente se percebe negra quando vai morar nos Estados Unidos, visto que na Nigéria, ainda que contando com diferenças étnicas, o problema não existe, em razão de a grande maioria da população ser negra.

Americanah é uma obra primordial para a compreensão do racismo, racismo retratado por quem o vivencia e tem domínio do tema.

Este é, sem dúvidas, um dos melhores livros de Chimamanda Ngozi.

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Mais resenhas sobre Americanah:

  • “Um livro que apresenta a cultura Nigeriana e americana, desbrava ideias, contrapõe paradigmas…te ensina o que é verdade (real) e o que é hipocrisia. Fica nítido que Chimamanda observa e estuda as pessoas e seus comportamentos. Se esse livro fosse maior não me importaria, pois fiquei amarrada a história.”
  • “Um dos melhores livros da vida facilmente, fiquei apaixonada por cada detalhe do livro e fiquei tocada por todos os problemas que estão nas entrelinhas. A autora consegue tratar dos assuntos de forma cotidiana sem tirar o peso das problemáticas.”
  • “Gostei bastante! Esse é o segundo livro que leio de Chimamanda e adoro seu jeito de descrever as situações, parece que o leitor está lá, junto com os personagens.”

6º – Se a Rua Beale falasse (James Baldwin)

  • Média de páginas: 224
  • Data da primeira publicação: julho de 1974

Em Se a rua Beale Falasse, o autor traz a temática racial em sua época de efervescência.

O livro de ficção norte-americana gira em torno da história de Alonzo Hunt ou Fonny, que foi preso acusado de ter estuprado uma mulher porto-riquenha.

A sua noiva, Tish, está grávida e a história que se passa em Nova York, na década de 1970, é contada a partir das suas memórias.

A obra ganhou adaptação cinematográfica em 2018.

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Mais resenhas sobre Se a Rua Beale falasse:

  • “Poético, real, melancólico, cruel. Toda a narrativa que envolve esse livro é de uma forma tão íntima que você vê tudo tão tanta clareza. Incrível como algo lançando em 1974 ainda reflita tanto.”
  • “Se você nunca leu Baldwin, recomendo demais começar pelo livro “Quarto de Giovanni”, é simplesmente um dos livros mais lindos que já li. Ele descreve a paixão de uma forma tão real que vi apenas em “Me chame pelo seu nome”, de André Aciman.”
  • “Livro super bem escrito, interessantíssimo e me apeguei muito aos personagens! Final ótimo também.”
  • “James Baldwin é um autor obrigatório. “Se a rua Beale falasse” é profundo e poético ao mesmo tempo. Embora trate de temas densos, em especial do racismo, é de leitura leve e fluida – as 200 páginas andam rápido. Ao final, há dois posfácios excelentes. Recomendo também “Terra Estranha”, a obra-prima do autor.”

7º – Pequeno manual antirracista (Djamila Ribeiro)

  • Média de páginas: 136
  • Data da primeira publicação: novembro de 2019

Embora seja, de fato, pequeno, o livro tem o poder de tornar a sociedade melhor.

Nele, Djamila Ribeiro foca em estratégias para combater o racismo contra pessoas negras e nos apresenta uma vasta bibliografia para estudo.

Em onze capítulos curtos e contundentes, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas.

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Mais resenhas sobre Se a Pequeno manual antirracista:

  • “A Djamila fala de forma extremamente clara, de certa forma, educadora e simples sobre um assunto extremamente importante no Brasil, o racismo. Uma ótima leitura, com muitas marcações, que pode ser feita em algumas horas. Adorei o livro!”
  • “Acredito que todos deveriam ler esse livro! Quero muito ler os outros publicados pela Djamila Ribeiro.”
  • “Todos precisamos começar a leitura de um assunto por algo, e acredito que este seja um bom livro para tal. Djamila relata suas experiências ao mesmo tempo em que informa livros e autores, expandindo assim as possíveis próximas leituras sobre o assunto, assim como nos fazendo refletir.”
  • “É necessário aprender a identificar o racismo de cada dia e desconstruí-lo. Djamila Ribeiro lançou este livro recentemente, chamado – PEQUENO MANUAL ANTIRRACISTA – que visa ajudar as pessoas a reconhecer que o racismo é uma estrutura da nossa sociedade, e propõe um enfrentamento consciente dele, em alguns passos importantes.”
  • “Um livro que todos deveriam ler. Uma escrita simples, de fácil entendimento, mas completamente esclarecedora.”

8º – Alegrias da maternidade (Buchi Emecheta)

  • Média de páginas: 320
  • Data da primeira publicação: 1979

Nnu Ego, filha de um grande líder africano, é enviada como esposa para um homem na capital da Nigéria.

Determinada a realizar o sonho de ser mãe e, assim, tornar-se uma “mulher completa”, submete-se a condições de vida precárias e enfrenta praticamente sozinha a tarefa de educar e sustentar os filhos.

Entre a lavoura e a cidade, entre as tradições dos igbos e a influência dos colonizadores, ela luta pela integridade da família e pela manutenção dos valores de seu povo.

Força e fragilidade humana, seria o resumo da obra.

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Mais resenhas sobre Alegrias da maternidade:

  • “Esse livro deve ser aquele livro de cabeceira! Toda mãe deveria ler! Que reflexão linda sobre a maternidade! Ao mesmo tempo que romantiza, traz à realidade da maternagem!”
  • “É uma leitura fluída, escrita de forma que parece leve, mas é uma história pesada, muito forte. Não importa o lugar, o tempo, onde tem gente terá horrores, injustiças e sofrimento. O mais interessante é observar como invasores exploram, roubam a identidade e cultura de povos e como a “modernidade” vai mudando o cotidiano, crenças e comportamentos de um local.”
  • “Como sempre, a literatura nigeriana não deixa a desejar em nada. Livro incrível, história triste e emocionante.”
  • “A história narrada é triste, mas a personagem feminina principal é uma pessoa de muita garra! Apesar das situações adversas, ela vai à luta, não somente por si, como também pelos filhos. As transformações socioeconômicas ocorridas no país são muito bem situadas, assim como os papéis que os homens e as mulheres desempenham nestes contextos.”

9º – A cor púrpura (Alice Walker)

  • Média de páginas: 336
  • Data da primeira publicação: 1982

Um dos mais importantes títulos de toda a história da literatura, inspiração para a aclamada obra cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg.

O romance A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX.

Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido.

Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery.

Esse é um livro dialoga com temas como a questão do preconceito, do racismo, do descaso com relação aos direitos dos negros, das mulheres, da violência, entre outros.

É uma narrativa forte, que nos faz pensar e sentir diversas emoções.

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Mais resenhas sobre A cor púrpura:

  • “A história de Celie foi muito bem construída, com um desenvolvimento da personagem e mudanças ocorridas. O livro retrata uma temática delicada e mesmo sendo escrito em um contexto diferente ainda é pontual e incisivo na sociedade que nos cerca.”
  • “Extremamente perturbador e doloroso… Até a metade do livro é impossível parar de ler, depois acaba dando uma desacelerada. Muito bom, uma das melhores leituras do ano, sem dúvida!”
  • “Gostei, uma história bem impactante e muito bem contada. Depois de ler fiquei muito interessada em ver o filme também.”
  • “Confesso que estava em 20% e a leitura não estava fluindo, aí recomeço e consegui me conectar com a história. Um livro lindo de se ler, porque mostra uma dura realidade da mulher negra. Um livro não tão atual com histórias que acontecem até hoje! Vale a pena ler e pensar a respeito!”

10º – Um defeito de cor (Ana Maria Gonçalves)

  • Média de páginas: 952
  • Data da primeira publicação: 2006

A história de uma africana idosa, cega e à beira da morte, que viaja da África para o Brasil em busca do filho perdido há décadas.

Ao longo da travessia, ela vai contando sua vida, marcada por mortes, estupros, violência e escravidão.

Inserido em um contexto histórico importante na formação do povo brasileiro e narrado de uma maneira original e pungente, na qual os fatos históricos estão imersos no cotidiano e na vida dos personagens.

Os personagens são muito interessantes, os dramas são reais e envolventes, a personagem principal é autêntica, ousada, cheia de falhas e qualidades como nós.

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Mais resenhas sobre Um defeito de cor:

  • “Esse livro deveria ser leitura obrigatória nas escolas, pra tirar nossas crianças apenas do conhecimento eurocêntrico e mostrar nossas verdadeiras raízes como pais construído sobre o sangue negro. Um clássico, um épico, uma obra prima. Simplesmente essencial.”
  • “O livro conta a história de Luísa, uma mulher africana que vem para o Brasil como escrava. A história é incrível, e o livro tem muito a ensinar. Leitura obrigada!”
  • “Um dos melhores livros já lidos na minha vida! Deveria ser leitura obrigatória nas escolas de ensino médio. Fundamental para entender a história do Brasil. Parabéns à autora!”
  • “Se você está em busca de um livro envolvente, bem escrito, sensível, esse é o livro. É simplesmente imperdível! Sonhei com a história durante várias noites, e ansiava voltar para casa para continuar a lê-lo. Leia, se dê esse presente.”

11º – Na minha pele (Lázaro Ramos)

  • Média de páginas: 152
  • Data da primeira publicação: 2017

Lázaro Ramos, sem intenção de ser autobiográfico, nos conduz a reflexões fundamentais e importantes a respeito da situação do racismo e outras formas de preconceito no nosso país.

Boa leitura, fluente, amena. Uma obra coerente e necessária.

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Mais resenhas sobre Na minha pele:

  • “Não é um livro maravilhoso, mas a vale a pena por conhecer um pouco da vida de um ator brasileiro muito importantes da nossa época, inclusive gostei saber da existência da ilha de onde veio a família dele. A primeira parte é muito boa. A segunda parte é boa para quem não tem conhecimento nenhum sobre o racismo, principalmente pelas indicações de leitura (tanto livros como vídeos e sites).”
  • “Para mim o livro foi muito mais que uma reflexão necessária do racismo no Brasil e o desprezo por nossa cultura, nossas origens. Lázaro escreve com uma sensibilidade como se estivesse à sua frente batendo um papo… São memórias impressionantes que por muitas vezes eu chorei com a intensidade da leitura e por me ver em várias situações que ele descreve. Super recomendo essa leitura que é prazerosa, instigante, reflexiva e necessária!”
  • “Boa leitura, fluente, amena, sem vitimização. Uma obra coerente e necessária.”
  • “A leitura é muito boa e fluída, parece realmente uma conversa entre amigos, uma conversa com boas risadas, choros, aflições e reflexões.”

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